Você achou o link secreto que te leva ao maravilhoso mundo dos arquivos... Se quiser, fica à vontade! 

Editorial Eterno:
Bem-vindos ao sofá de 2 lugares. Esta, como dá pra notar, é a versão on-line do zine. Ou o blog do zine. Enfim, tem alguns textos do zine, do zine antigo (Joeyzinha), algumas poucas fotos, e algumas coisas de blog mesmo, até pq é um blog. Aos que não me conhecem, sou uma moça de 22 anos, que mora na cidade de Fortaleza, no Ceará, nascida em Bauru-SP, mas que se considera catarinense por opção. Estou terminando a minha faculdade de Comunicação Social - Publicidade e Propaganda semestre que vem (não veja a hora, mas ao mesmo tempo já sinto saudades da faculdade). Adoro frio (não muito, no máximo uns 15°), chuva e não vou muito à praia. Faço um zine intitulado "Sofá de 2 Lugares", que está no n° 5 (de junho/2003) e tem basicamente o que tem aqui no blog. Se quiser receber o zine, passa um mail com o seu endereço que eu mando, ou me pede por aí. Adoro saber o que as pessoas acham do que eu escrevo, mesmo que sejam críticas. Adoro receber e-mails também. Desde que não sejam aquelas correntes ou aqueles malditos forwards... Gosto muito de música também. Smtihs. Pixies. Weezer, Radiohead, Los Hermanos, Sonic Youth, essas coisas... Querendo me encontrar é fácil. Quase todo sábado eu vou pra Órbita ver o show da Singles. E quase todo dia de manhã eu perambulo pela UNIFOR (pelo menos durante a manhã). E, bom, pra terminar o momento narcisista "all about myself", estou solteira, ou sou solteira. Sei lá. E bom, na verdade, o meu momento narcisista nunca acaba. Tem um pouquinho de mim em cada texto desses aí. Enjoy.  Menina Joey


2.7.03

 
Eh o fim. Esse blogger.com ta uoh... tô no .com.br
clica e vê...
www.joeyzinha.blogger.com.br
Menina Joey 03:22


30.6.03

 
Passei 2 hs do meu dia assistindo o final de Dawson's Creek e o que consegui foram muitas lágrimas, a morte da personagem que eu mais gostava, a Joey ficou com quem eu não queria que ela ficasse. Enfim, deu tudo errado e foi lindo. Me senti uma telespectadora de um dramalhão norte-americano (mas quase mexicano). No fim das contas, deu pra tirar algumas pérolas das falas das personagens, mas o que valeu mais que tudo foi a frase que apareceu no final. Depois do The End.
: Tudo que é bom tem um final...

Me lembrou do meu último texto. É o último postado. Vê o finalzinho dele...
Menina Joey 23:09


29.6.03

 

Menina Joey 12:11

 
De um surto, saiu o sofá de 2 lugares #6. O texto é esse:

Tava assistindo Alta Fidelidade pela 3ª vez seguida quando a campainha tocou. E eu não estava esperando ninguém. Tava sozinho em casa, tentando ver alguma perspectiva de melhora nos meus relacionamentos quando a droga da campainha tocou. E não era a pizza, que, aliás, estava demorando muito. Era Marina, com a cara toda inchada de tanto chorar, dizendo alguma coisa que eu não conseguia entender. Depois de um tempo ela conseguiu explicar o que tinha acontecido. Uma DR com o Marcos, uma puta briga que acabou sem solução. Tentei faze-la entender que assistir o filme comigo poderia trazer novas perspectivas pra ela se entender com o Marcos, mas não adiantou. Nessas horas a gente tem quer ser mais amigo e menos egoísta. Num ato raro de altruísmo vindo da minha parte, levei Marina pra ver o por do sol. A gente sentou na grama e ficamos discutindo relacionamento. O dela. Com o Marcos. O foda é que eu também tinha as minhas questões, meus issues. Mas, tudo bem, ela precisava desabafar mais que eu. Depois de algumas horas de conversa, uns cigarros e 2 cervejas, ela me deixou em casa e foi conversar com o Marcos, tentar resolver as coisas. E eu, eu acabei ficando tão envolvido com os problemas deles que encanei com os meus, fiquei achando tudo bobagem. Todos os meus namoros falidos foram uma bobagem só. Eu sou o próprio John Cusack. No filme, que fique claro, porque eu não tenho nada a ver com o cara de verdade. Não sou ator, não sou bonito e nem talentoso. Tudo bem, é muita falta de auto-estima pra um cara só, mas é inevitável me ver como um fracassado. Parece que tá escrito LOSER em letras garrafais na minha testa. Não tive coragem de subir e continuar assistindo o filme. Sentei na escadinha em frente ao meu prédio e me senti tão só quanto lá em cima. Putz, que merda. A Marina tem o Marcos. Eu não tenho ninguém. E acredito agora que nunca tive. Depressão.
Subi as escadas correndo, pra parar de pensar e me concentrar só em pular os degraus, mas acabei esbarrando no vaso do vizinho. Levei o maior tombo, quebrei o vaso, e ainda espalhei terra por todo o corredor. E era só o que faltava pra eu me sentir pior ainda. Quem sou eu? Um cara de 27 anos, que mora sozinho numa espelunca, trabalha numa porcaria de jornal, solteiro e que derruba a planta do vizinho. Que lixo!
Consegui chegar em casa. Mas deixei a planta esparramada no corredor. Mas, também, porque ele tem que colocar uma merda de uma planta no corredor, na saída da escada? A culpa é dele. E depois, ele nunca vai saber quem foi. Deixa pra lá. Também não consigo mais olhar pra cara do John Cusack. Ele interpreta um perdedor. Eu sou um. Aposto que o cara da pizza veio e eu não tava em casa. Tem horas que parece que o universo todo conspira contra você. No caso, eu.
Sentei no chão e consegui olhar uma vez só pra imagem congelada no pause do John Cusack na chuva, no orelhão em frente à casa do namorado da ex, ligando pra lá. No filme ele é pior que eu. Pelo menos em algumas fases. Se ele cresce e entende como se constrói um relacionamento, o mesmo pode acontecer comigo, não?
Há uma esperança. Talvez eu possa ligar pra alguém. Quem? Não sei. Não tô saindo com ninguém, não tô paquerando ninguém. Vou ligar pra quem, porra?! Desisti de ligar. O melhor é se entregar. Agarrei a minha última meia garrafa de vodka, coloquei “Heaven Knows I’m Miserable Now” pra tocar e me joguei no sofá. Eu, Smiths e a vodka. Perfeito.
Embriaguez, desordem, as coisas giram, a cabeça dói e a música ta no repeat. Começo a achar que nem o paraíso sabe o quão miserável eu estou. Ninguém sabe. Ninguém se importa. E agora eu fui invadido por aquele sentimento horrível de “ninguém me ama, ninguém me quer”. Podre. Comecei a sentir pena de mim mesmo. Melhor levantar e tomar um banho, comer alguma coisa, quem sabe pedir outra pizza.
Desliguei o som, tomei meu banho e me arrumei pra sair. Sozinho. Mas o propósito era justamente não estar mais sozinho. Mas, ficando em casa eu ia continuar sozinho e saindo sozinho posso encontrar alguém.
Pizzaria. Casais felizes e sorridentes comem suas pizzas e bebem seus vinhos, enquanto eu sento sozinho na mesa e tento não passar mal na frente de todos eles. Meia calabresa, meia frango catupiry e uma coca cola. Na metade da pizza estava me sentindo um novo homem. Ainda um perdedor, mas pelo menos de barriga cheia.
Nem todos os mundos hipotéticos têm finais felizes. E nem todo final é um final.

TO BE CONTINUED...

Menina Joey 12:05


22.6.03

 
Estréia em grande estilo... Bem-vindos ao meu "novo template" feito em casa e não comprado pronto!! Eu gostei... É simples e narcisista... Tipo eu.
Menina Joey 22:43


20.6.03

 
Aquele abraço que você me deu ontem já não tinha aquele vigor. Os braços me enlaçavam de um jeito frouxo, sem vontade. Por mais que eu quisesse dizer e sentir que aquilo não era verdade, que você ainda gosta de mim do mesmo jeito que há quatro meses atrás, que aquelas coisas que eu tentei mudar na gente (e que não mudaram como eu queria) através daquelas palavras muito pensadas (isso foi um erro também) não influíram na força deste abraço.
Agora eu fico aqui pensando que você pouco pensa em mim e se preocupa justamente com o oposto. Como agir para me tirar da cabeça, para que o nosso abraço se torne, em pouco tempo, um simples beijinho no rosto e daí para um aperto de mão para enfim, nos tornarmos estranhos. Isso foi o que aquele abraço de ontem me disse.
O seu rosto virado, desviando dos meus olhos, a vontade de fugir estampada na sua cara, no seu corpo, nos seus gestos e no fim de semana todo que você não me ligou.
Eu entendo agora que devo esquecer. Esquecer você, ou o que vivemos? Ou será que dá na mesma? É isso que você está tentando fazer. Sinto dizer que hoje, hoje não vou te abraçar. Acho que isso te satisfaz, te tranqüiliza.
Continue então com a sua vida. Eu sinto o cheiro da mediocridade. Continue procurando ou encontrando outras pessoas para me tirar da sua cabeça. Você pode me afastar do seu corpo, dos seus lábios, mas acho que esta distância é para me tirar da memória. Eu não conseguiria jamais. Foi bonito demais para esquecer. Bonito demais.

Menina Joey 17:54

 
Clara acordou inebriada pelas taças de vinho que bebera algumas horas antes. Os olhos inchados, do sono, da bebida, da noite mal dormida. E ela naquele estado “o que foi que eu fiz na noite passada?” Ainda deitada, virou-se e encontrou Ângelo, embalado em um sono perfeito e tranqüilo.
Levantou-se com muito esforço e conseguiu se jogar embaixo do chuveiro gelado. A água escorria pelo seu corpo enquanto ela tinha alguns flashes do que acontecera. Ângelo lhe roubou um beijo. Foi bom, inusitado. E a próxima lembrança é o quarto de motel em que se encontravam.
Não que tivesse sido ruim, ou inválido, ou digno de arrependimento, embora estivesse um pouco arrependida. Não por ter sido Ângelo, mas por ter sido tão rápido, intenso e fugaz. Seria fugaz com certeza.
Pensava por outro lado, foi legal, ele era um cara interessante, talvez não fosse fugaz. Talvez ele realmente estava a fim dela, não podia ser só tesão. Conheciam-se há pouco tempo, é verdade. Mas, Ângelo não era assim, de ficar com uma por noite. Havia de ser algo significativo para ambos. Saiu do banho e enrolou-se na toalha sem se enxugar. Entrou no quarto e se deparou com Ângelo, ainda dormindo. Resolveu que era melhor acorda-lo. Sabe-se lá há quantas horas estavam naquele quarto. Ângelo se levantou, se vestiu e olhou as horas. Sentado, amarrando os cadarços, se voltou para Clara e disse: - Vamos?

Foram embora, no carro de Clara. Clara deixou-o em casa, ele lhe deu um beijo estalado na testa e foi embora. Sem dizer uma palavra sobre a noite que tiveram.

Clara foi pra casa, conformada com seu papel de mulher moderna, que vive intensamente sem se preocupar se ele iria ou não ligar no dia seguinte. Conformada com a possibilidade de nunca mais encontra-lo. Nunca mais o encontrou.

Concluiu que era uma mulher de acordo com o seu tempo, relacionamentos fugazes, tudo bem. Uma noite e nada mais, tudo bem. Mas o que ela sempre quis era muito simples e fugia a todos esses conceitos a que ela mesma se prendeu. Um simples convite para o cinema. Será que é tão difícil ter um primeiro encontro assim?
Menina Joey 17:53


19.6.03

 
Preguiça mata... Daqui a pouco publico os textos do sofá #5, de junho... muita gente já leu...
Menina Joey 17:14


20.5.03

 
Um dia você vai sentir saudades

Um dia você vai sentir saudades. Saudades desse tempo que você reclama tanto. Você vai lembrar de como xingava a professora que não te dava as presenças porque você tava sempre atrasado e ainda chegava fumando. Vai sentir saudades da prova no dia seguinte daquele puta show que você planejava ir a semanas. E também vai sentir saudades de matar aula só pra ficar inventando caraminholas sentado num banquinho. Lembra quando eu te pedia um cigarro e você fazia a maior cara feia? Você vai sentir saudades disso também. Pode apostar. Mais que tudo isso, você vai sentir saudades de mim. Não vai?

Menina Joey 06:03

 
E se?

E se um dia eu pegasse aquela minha mochila, enfiasse umas mudas de roupas pra uns 2 dias e fosse sozinho pra rodoviária? Chegando lá eu decido pra onde. Só sei que a vontade é de ir, pra qualquer lugar que não seja este que estou agora. E não é que esteja ruim, ou que esteja passando por alguma dificuldade. As coisas simplesmente chegaram numa rotina tão inabalável que me abala. Eu não quero passar o resto da minha vida fazendo isso. Isso o que? Acordando 7 horas da manhã, pegando o ônibus pra ir pro trabalho, passar 5 horas sentado em frente a um computador tentando ter idéias brilhantes para salvar a empresa, depois ir almoçar no restaurantezinho da esquina, sozinho, para entar tomar um cafezinho, fumar um cigarro e voltar ao meu cubículo sem ar condicionado para pensar por mais 4 horas. E aí, eu pego meu ônibus de volta e sento em frente à TV. O problema também nem é o trabalho, mas sim a mediocridade. Por que diabos vou passar minha vida trabalhando para um cara que mal conheço? Como é que ele espera que eu me empolgue com o sucesso da empresa? Porra, a merda da empresa é dele. O máximo que eu posso ganhar é um aumento. Ou um pé na bunda. Falando em pé na bunda, não, minha namorada não me deixou, como você deve estar pensando (nem toda crise é ocasionada por relacionamentos). Pra falar a verdade, eu não tenho namorada e posso considerar que nunca tive. Exceto pela... Não, nada não. Deixa pra lá.

Enfim, vocês vão me dar uma carona?

Menina Joey 06:02

 
Raquel

Raquel queria ser “a” diferente. Talvez por sentir que já tem um nome comum, uma cara comum (culpa da genética), enfim, vivia na mediocridade. Era preciso se destacar da forma que fosse. A fórmula encontrada foi ser “do contra”. Raquel tinha os cabelos radicalmente curtos e de uma cor que genética nenhuma era capaz de produzir. Azul, mas aquele azul muito azul. Azul Royal. Maquiagem todo dia, à noite cara limpa. Raquel só usava desodorante masculino. A faziam cheirar diferente. Brincos só em uma orelha e roupas que saíssem completamente do padrão, seja lá que padrão fosse.

Mas o que faltava à Raquel era a razão. Se apegou tanto à idéia de ser diferente dos outros que não sabia mais quem era a Raquel por ela mesma, sem se basear nos outros para criar aquela aberração. E não era uma aberração. Era diferente. Quão diferente? Agora, que diferença faria para as pessoas verem esta pessoa tão diferente? Difere alguma coisa? Ou não?

Menina Joey 06:01


23.1.03

 

Menina Joey 18:34

 
IDEAL

Saiu de casa disposto a encontrar o amor da sua vida. Mentalizava a cada esquina até que sem querer a voz saiu: "Só volto pra casa quando encontrar a mulher que procuro." Nem se deu conta de que havia falado alto quando uma voz feminina e sedutora lhe respondeu: "Então você já achou, querido." Assustado com a tamanha eficiência do destino, se virou para ela e deu de cara com uma mulher fantástica, linda, atraente, sensual, exuberante. Poderia ser ela, pensou. E decidiu arriscar. Saíram juntos no mesmo dia. Por dentro, a dúvida: "Será ela? E se não for... Estou perdendo tempo..." Foi ao encontro. Chegando no local marcado, ela foi logo disparando: "Olha, eu moro aqui por perto. Que tal se a gente fosse pro meu apartamento? Lá é bem mais tranqüilo..." Ele foi. Ela logo o arrastou para o quarto, entre beijos e abraços. E ele, receoso, mas pensando que tudo bem, era a revolução sexual. As mulheres estão mais liberais e têm todo o direito de fazerem o que bem entenderem. Tiveram uma noite e tanto. Apaixonou-se. Enquanto a moça estava no banheiro, dizia baixinho "É ela! É ela! Achei a mulher da minha vida!", pulando entre os lençóis de cetim. Ela saiu do banheiro, com um sorriso nos lábios e disse: "Humm... Foi completo... São 500 reais." E voltou a se admirar no espelho do banheiro. Ele, atônito, meio sem entender, deixou o dinheiro e voltou pra casa disposto a esquecer toda essa história e principalmente, disposto a esquecer esse papo de amor.
Menina Joey 18:29

 
FUGA

Fugia de alguma coisa. Sabia que fugia, mas era incrível como não se lembrava de que. Sabia que não podia parar de correr. Corria o mais rápido que podia, até sentir os pulmões clamando por uma folga. Desacelerava o passo, mas conatinuava rápido. Devia ser perigoso. Se decidiu correr, é pq algum perigo estava próximo. Mas, o que? De que? Quem? Pq não ia pra casa? Sabia, mas não sabia como, que não era para ir pra casa. O perigo vinha de lá. Fugia, mas ia pra uma direção certa. Sabia pra onde corria. Mas não o motivo. Com tanta pressa, não tinha tempo pra raciocinar direito. Ia por instinto mesmo. Ladeiras, descidas, retas intermináveis. Olhava pra trás na esperança (e temendo ao mesmo tempo) de alguém estar lhe seguindo e nada. Até para o céu olhou em busca de um helicóptero ou algo do gênero. Não era criminoso, não devia a ninguém, era fiel à esposa. Não havia feito nada de errado. Em lugar nenhum. Oras, então pra que correr. Se acalmou e foi parando. Aos poucos. Quando deu por si, caminhava, lentamente, relaxando. Retomava o caminho de casa quando ouviu um barulho. Sentia o sangue escorrendo pelo nariz. E ainda não sabia o que tinha feito.
Menina Joey 18:29

 
LEXOTAN

Marina saiu do quarto, pálida, magra, suja. Esboçou um sorriso, forçado, mas era um sorriso. A mãe foi ao seu encontro e a tomou nos braços. Ao mesmo tempo que a menina desfalecia, a mãe percebia caixas de um remédio tarja preta espalhadas pelo chão. Chorou. Marina havia se trancado no quarto durante todo o fim de semana. E a única coisa que saía de lá era um ensurdecedor som. Radiohead. A banda preferida de Marina. Aquela que ela sempre dizia que queria tocando em seu funeral. O engraçado é que Marina sempre fora uma moça dessas normais, que vai à escola, tem amigos, uma boa família, dinheiro. Que motivos teria ela para tentar se matar? Essa era a grande questão de todos os conhecidos. Mas ninguém conhecia Marina de verdade. Nem ela mesma se conhecia. Na sexta feira, quando chegou do colégio com um livro de auto-ajuda indicado por um professor, Marina decidiu mudar sua vida. Queria ser outra, melhor, mais bonita, inteligente, mais magra. Mais. Queria ser mais. Leu o livro e se perdeu. Ou melhor, descobriu que nunca tinha se achado. E então, achou melhor passar o fim de semana com uma única pessoa, ela mesma. 7 horas da noite Marina trancou a porta do seu quarto com duas voltas e deixou a chave na fechadura. Ligou o som, alto, para que nem seus pensamentos pudessem ser ouvidos. Deitou na cama tendo em mãos o único objeto que precisava: um espelho. Olhava fundo nos próprios olhos e não encontrava sentimento algum. Era um vazio. Saiu do quarto às escondidas, decidida. Pegou os calmantes de seu pai e voltou a se trancar.
Menina Joey 18:28

 
GELO

Você lembra a primeira vez que te vi chorar? Você tentava abafar os gemidos, escondia as lágrimas, virava o rosto... O que te denunciou foi mesmo o nariz vermelho. Um choro discreto, contido, sentido. Não sei se por mim ou pelo filme. Mas foi nesse dia que descobri que você era sensível. Nem todo homem é uma pedra de gelo. Fico pensando nessa coisa de "homem não chora". Chora. Fiquei remoendo a nossa história, o nosso começo... Lembrei da imagem que fazia de ti e como tudo mudou a partir daí. Posso estar sendo uma babaca te dizendo isso, mas, mas... Quando as luzes do cinema se acenderam tive certeza. Absoluta. Você não serve pra mim. Desculpa. A gente não combina. Eu preciso daquela falsa impressão que a maioria dos homens tenta passar. Aquela segurança de mentirinha. Mas você, você é sensível. Mais que eu, com certeza. Desculpa. Você tem mais gelo aí? O do meu copo já derreteu.
Menina Joey 18:27

 
FRONT MIRROR

Todos os dias Sofia acordava, se espreguiçava, pulava da cama e ia se olhar no espelho do banheiro. Mas hoje foi diferente. Se olhava no espelho e não via nada refletido. Nada. Nem sombra do seu reflexo. Ficou muda. Que teria acontecido com ela durante a noite para que sua imagem não estivesse ali, despenteada, com os olhos inchados, refletida no espelho?
Ficou em casa, atônita. Procurava outros espelhos pela casa e chegou a tentar ver seu reflexo nos vidros das janelas, nas pratarias de sua mãe, mas nada lhe era claro como o espelho do banheiro. Precisava da imagem do banheiro. Ainda era muito cedo, mas Sofia achou por bem acordar ao menos seu irmão para ver se ele tinha reflexo. Ele acordou meio atordoado, sem entender uma palavra proferida por Sofia. Levantou-se vagarosamente e foi até o banheiro da suíte de Sofia. Nada de errado. Sua imagem estava lá, refletida. Sofia então se colocou atrás do irmão, para que o espelho refletisse a imagem dos dois. Mas só o irmão aparecia aos olhos de Sofia. O irmão, não vendo nada de errado com o espelho, voltou a dormir. E Sofia continuava lá, em frente ao espelho, tentando poses para ver se algo acontecia. Nada. E agora, como poderia prosseguir normalmente com sua vida se não sabia mais como era? Se perdeu. Sem a sua própria imagem Sofia já não sabia mais quem era. Desde esse dia, Sofia se trancou no banheiro e prometeu a si mesma só sair de lá quando se encontrar.
Menina Joey 18:27


5.12.02

 
Outra ficçãozinha... (sinto q coloquei palavrões demais. Mas enfim, como me sentir masculina se não através deles?)

Acordei tarde. O sangue descia pela testa. Olhava-me no espelho do banheiro, mas não conseguia me lembrar como foi a pancada. Doía. Muito. E tava aberto, talvez precisasse de alguns pontos. Mas como chegar no hospital e dizer: "Oi, me cortei, não sei como. Dá uns pontos aí?" Não dava. Precisava me lembrar como tinha acontecido. E o mais engraçado é que havia passado a noite só. Marina não dormira aqui. Me lembro bem da hora que ela foi embora. Não dá pra esquecer u ma briga daquelas. Ela saiu daqui muito puta comigo. Duvido que tenha voltado, e mesmo que sim, eu também estava tão puto que além de pegar a chave dela de volta, tranquei a porta por dentro. Ninguém esteve aqui. Me machuquei só. Como? Como dormi na minha cama, me lembro de ter vindo deitar depois de algumas horas improdutivas de TV. Me lembro de pegar no sono rapidamente. Mas esse sangue, não me lembro. Sangue novo. Fresco, ainda escorre. Dói. Teria caído da cama? Bati com a cabeça na parede enquanto dormia? Que diabos. Aposto que sonhava com Marina quando essa merda me aconteceu. Porra. Porra. E agora? Não sei que parte de mim dói mais. A consciência? A testa? A cabeça ainda latejava, mas do porre de vodka de ontem, não da pancada. Aliás, que porra de pancada. Que merda! Como é que não me lembro. Será que a porta... Será que eu sonhei? No sonho... Marina... De vermelho, vermelho tão vivo quanto meu sangue. Louca, ensandecida. Queria me acertar com uma faca de cozinha. Ha, ha, ha! Como posso ser tão idiota a ponto de cogitar o sonho ter sido real? Como? Vou checar se a porta está mesmo trancada. Me lembro com perfeição de ter fechado com a chave, duas voltas e ainda fechei o trinco. Puta que pariu! Não acredito! A porta... Marina... Ahhh!!!
Menina Joey 20:28

 
Lancei o sofá de 2 lugares no último zine-se. Quem ainda não tem, pede. Eu mando. O #2 tá em fase de confecção. Logo logo sai. Enjoy... Preguiça mata.
Menina Joey 08:25


12.11.02

 


Menina Joey 23:04


11.11.02

 
Menina Joey 18:26


10.11.02

 
Que coisa divertida! Recomendo esse site demais! Clica aí... ó o bom-filme q eu sou:





Você é "Imensidão Azul" de Luc Besson. Você é sonhador, único. Muito sublime e encantador(a).

Faça você também Que
bom filme é você?
Uma criação deO
Mundo Insano da Abyssinia




sesacional, hein? Preciso ver esse filme!
Menina Joey 19:37

 
Acabei de descobrir q gênio-louco eu sou... Bizarro!





Faça você também Que
gênio-louco é você?
Uma criação de O Mundo Insano da Abyssinia



Menina Joey 19:33


4.11.02

 
Aviso: esta é minha auto entrevista.Não me senti confortável o suficiente para ter um arquivo de word (*.doc) com uma entrevista concedida a minha própria pessoa, portanto ela está limitada ao blog e ao Felipe, q me fez o favor de me pedir essa entrevista...

1. Quem vc pensa q é?
É engraçado isso, pq agora q me fiz a pergunta q parei pra pensar... Qual a primeira coisa q me vem à cabeça qdo penso em mim? E nada. Puff... (esforço). Faculdade? Sou uma estudante. E pretendo sempre ser. Estudar um bocado de coisas, e nem precisa ser na faculdade. Dizer q sou uma pessoa soa redundante. Enfim, vc é o q vc gosta. Eu gosto de estudar, escrever, ver filmes, ouvir músicas e conversas alheias, conversar, ler livros e conhecer pessoas.

2. Como vc escolhe seus amigos?
(Só pra constar, a pergunta foi inspirada por um filme: "Sexo Entre Amigos". Recomendável)
Acho q em primeiro plano ficam as coisas em comum, gostos em comum principalmente. Pensar parecido tb ajuda. Ou às vezes é tudo às avessas. Acho q sei lá... Q critérios? Às vezes é a convivência q aproxima, proximidade causa afeto e por aí vai. E tem tb aquela coisa de química. De vc achar q tal pessoa é legal e ficar amiga dela. Isso acontece comigo. Às vezes acabo até forçando, tipo, qdo a pessoa não tem nada a ver comigo, mas a amizade prevalece ainda assim. Tem momentos difíceis, mas enfim, nada é fácil o tempo todo.

3. Vc é normal?
Bahh... Concluí q não. As pessoas não me julgam como elas e nem vice-versa. Mas enfim, depois fico pensando... Qual o conceito de normal? E o q faz de mim uma pessoa diferente? O q é ser normal? Me diz!

4 Pq é tão difícil fazer perguntas pra si mesma?
Não é nem pq eu sinto q já sei todas as respostas, às vezes é pq nem eu sei responder. É um exercício de auto-conhecimento isso sim.

5. O q vc pretende?
É tão ruim assim não saber? Eu não tenho coisas muito concretas não. Penso em me formar, me mudar pra uma cidade maior, tentar trabalhar e continuar estudando. É tão utópico assim? O mundo não é tão cor-de-rosa como eu vejo? E quem foi q disse q eu vejo o mundo dessa cor?
Menina Joey 23:27

 
Eu penso muito, mas no fim das contas ainda não sou nada. Cada dia q passa me convenço de q crises de personalidade são uma grande bobagem. Inconstância é um problema? Será q só eu sinto q não?
Menina Joey 23:05


3.11.02

 


Menina Joey 22:47


28.10.02

 
Outra coisa... Agora eu me cadatrei num site de mandar coisinhas e receber comentários. Bem legal, vai de dica pra quem estiver produzindo e quer ser comentado por pessoinhas. É bom ter uma boa noção de English! O meu site é esse: http://joeyzinha.deviantart.com

E pra comentar tem q ser cadastrado, então, vai lá: www.deviantart.com

Tem umas coisas bem legais, umas artes loucas... E outras nem tanto. Democrático o negócio!

Menina Joey 13:46

 
E esta é a capa do zine... Enjoy! Quem quiser me passa um mail q eu digo como faz pra receber o zine (joeyzinha@bol.com.br)!


Menina Joey 13:43

 
E este aqui está num zine alheio, do Felipe, que creio eu está por sair e logo logo parará nas minhas mãos, e tb é continuação da minha ficção abaixo:

FICÇÃO #2 - Auditório


Quando saiu do auditório, insistiu em prender os cabelos que lhe caíam sobre os olhos e novamente o interventor: "Você não sabe como fica linda com o cabelo solto".E mais uma vez um sorriso, mas dessa vez fez valer a sua vontade. Prendeu os cabelos de uma forma meio revolta, como quem faz algo que não deveria. E lá estava, com um belo coque no topo da cabeça, que ainda assim deixava fios caírem sobre os olhos. Mas estavam presos finalmente. E a voz, ainda: "É... Com o cabelo preso você também é linda". Esse comentário acabou causando uma certa repulsa. O que queria esta pessoa? Que obsessão capilar era essa? Apressou o passo e saiu do meio da multidão. Começava agora a caminhar sozinha por um estreito e escuro corredor. Ouvia suas botas pisando forte no chão. E continuou, sem olhar para trás ao menos uma vez, com medo, aflita, com pressa. Para evitar um maior contato do rosto com o vento, soltou espontaneamente os cabelos. E quando se deu conta, estava por si só procurando a voz, que desta vez não a acompanhou.


Menina Joey 13:19

 
Ok, hr de novos textos... Tá aqui antes mesmo de sair no zine, portanto, pay attention!!
Joeyzinha #15 - Novembro de 2002

FICÇÃO

Tentava prender os longos cabelos enquanto escorregava na cadeira, e ouviu um "não", mas um "não" sussurrado, ao pé do ouvido. Se virou e se deparou com o menino da cadeira de trás: "Não prende o cabelo não.", e um sorriso. Sorriu de volta, com um ar de estranhamento. Se virou, recostou na cadeira e continuou a assistir a palestra.


Menina Joey 13:16


13.10.02

 
Ainda não é a hr. Depois eu volto. Tenho planos...
Menina Joey 19:17


17.8.02

 
Ahhh, tô de novo com a nóia de escrever livro, história, sei lá o q, mas enfim... dessa vez tá saindo uma história bem curiosa! Agradeço aos autores q me ajudaram muito... Nessas férias li Hornby e André Takeda! Muito pop! Muito fofo! Adorei... Identificação totalz! É isso aí, vamos ver se daqui um tempo sai uma historinha by Joey...
Menina Joey 17:44

 
Aii... nem sempre dá errado... Tão bom suspirar assim! he he he
Menina Joey 17:42


15.8.02

 
Sinceramente... esta é uma das primeiras vezes q resolvo escrever aqui assim, direto, sem ter um papel pré-escrito em minhas mãos. Hoje foi um dia cheio. Tô super empolgada com a minha faculdade. As aulas foram tão maravilhosas q chego a estar meio encantada com a perspectiva da minha futura profissão. Outra coisa q tomou boa parte do meu tempo foi o Diretório Acadêmico. Estamos planejando a calourada e a Semana Com.4, estou envolvida pra caramba! E pra completar ainda, tô catando todo mundo de conselheiro... e tá sendo ótimo, pq se não der mesmo certo o q eu espero q dê (q claro, tem a ver com os textos anteriores...), pelo menos me serviu para trazer meus amigos mais pertinho de mim. Alguns deles, mesmo por perto, estavam um pouco esquecidos, e deixo bem claro q foi da minha parte... Um sumiço de meio semestre, hehe... Foi um semestre obscuro... Mas a luz agora tá na minha cara... Tá sendo bom... parece aquelas coisas de "Encontrei Jesus", mas não... acho q tô é me encontrando. Espero eu q seja mesmo isso... Mas, olha, queria q tivesse uma mensagenzinha no meu e-mail... nada de novo lá... q pena, acho q vai dar errado de novo... q pena!
Menina Joey 23:07

 
IMPECILHOS:: PQ? É UM TESTE? TIPO, SERÁ Q VOCÊ GOSTA MESMO? QTO? PQ NÃO LUTA PRA ACONTECER? FICAR ESPERANDO É O TIPO DE ATITUDE IDIOTA... Q CONFORMISTA! Mude, menina! heheeh (é preciso falar comigo mesma!)
Menina Joey 01:09

 
Não sei se isso é bom, assim, no fim daós contas. Agora tá sendo. Sinto uma felicidade extrema que nem cólica atrapalha! Só vivo suspirando, sonhando acordada (...). Acho que tô apaixonada. E sei que (sei, racionalmente) isso não deveria acontecer por quem está acontecendo. Pelo menos é diferente das outras paixões que tive. Talvez pq sinta uma certa reciprocidade e não só aquele clima "uhuuuu". Tudo bem, eu continuo obsessiva, mas essa reciprocidade me dá um tiquinho de segurança. Dá vontade mesmo de fazer acontecer. Dá vontade de ir pra lá, passar mais tempo junto. Esquecer os outros. É isso. Que vontade!
Menina Joey 01:07


31.7.02

 
Vontade de ter um diário. Qual o uso senão escondê-lo veementemente dos outros? Tipo, certo, é uma válvula de escape. Mas, pq é secreto? Pq escrevemos algo que não queremos que os outros saibam? Depois descobrem e, ou você morre de vergonha, ou já está morto, aí publicam e sua família ganha uma graninha. E você, algum mérito. Mas, se você já morreu, de que adianta? E mérito de onde, de ter segredos revelados por um diário? Contar pro diário não é manter segredo. Segredo não se conta. Senão, qual o ponto?
Menina Joey 20:00

 
... Reticências (Joeyzinha #11 - julho/2002)
Tô pensando. Os textos fluem mais nas crises, nos períodos mais tensos. Quando a gente tá muito solto, sem pensar direito em nada, não vem, a não ser que a gente force. Às vezes saem alguns legais, mas escrever angustiado é melhor, pq escrever serve para aliviar. Quando nada nos perturba, perturba a falta de perturbação. E fim. Quem é que se dá por satisfeito e espera? Às vezes temos que fazer acontecer. Até criar angústias (como se todas elas não fossem criadas por nós mesmos). Mas é bom. Felicidade plena teria graça? O doce é mais doce quando se conhece o amargo (ops... andei assistindo Vanilla Sky, só pra constar...). É aquela velha máxima: "A vida é simples, a gente é que complica." Ainda bem!
Menina Joey 19:57

 
27/05/02

Sinceramente? Não sei não. Dá frio, mas talvez seja melhor enfrentar e lutar pelo que quero. Isso de ir atrás do que queremos é sempre válido? Todo e qualquer momento e situação? Dependendo do envolvimento dá medo. E medo? Medo a gente só tem do desconhecido? Ou sempre que sabemos que a possibilidade de não conseguirmos é maior que o contrário? E tudo deve ser visto como oportunidade? Sempre dá pra aproveitar? Ou não? Quantas interrogações ainda tenho pela frente? Muitas, eu sei... Mas, quantas exatamente chegarão a ter uma resposta mais otimista?
Menina Joey 19:50

 
Aprecie um momento crítico recente - 26/05/02 (dor de cotovelo dói, né?): "Devastated"
Welcome to my world. Então tudo não passa de mero engano. eu me enganei, enganei os outros e fui enganada. Por alguns pouco minutos (ok, algumas horas, uns dias...) de prazer (não tô falando de sexo). Mas, na hora eu me sentia bem (também não é referência à drogas)... E me dei mal. Muito mal agora. Um rolo sem fim e aquela angústica que já foi pro zine volta e me persegue. Estou tão longe que minha letra já nem é mais minha. Desconheço. Doença, olhos inchados, lágrimas, dor... Intensa e passageira, bem sei, ou quero. E o fim, o fim verdadeiro está próximo, embora eu não queira que acabe. Que valores tenho eu pra fazer o que faço comigo? Se não me respeito, não estou pronta para um "relacionamento". Que base fraca. Que gostar frouxo. Não vou lutar, anod angustiada. Algúem (eu mesma?) espreme meu coração com tanta força que dói, dói muito. Mas não mata. Faz sofrer, agonizar. Os olhos se enchem de lágrimas. Lágrimas que não escorrem. Por quê? Nem pra demonstrar minha dor patética estas malditas lágrimas escorrem. Malditas. Maldito. Droga...
Menina Joey 19:47

 
/query

Uns 4 anos atrás, no IRC, #punk. O nick do Danilo era Goblin, ou algo parecido com isso. O meu era o mesmo de sempre, Joeyzinha. Não faço mais a menor idéia do que conversamos, mas provavelmente banalidades (nome, idade, de onde vc eh, essas coisas..) e música (q bandas vc curte e tal...). Daí, uin do ICQ e contato eterno. Conversas até às 5 da manhã, jogos de damas e muita conversa. Conhecer alguém através de letrinhas (que nem foram escritas pelo punho da pessoa) é ótimo. Acho q a gente acaba sabendo mais da pessoa, como ela é de verdade. Bom, passamos horas (se contarmos tudo, acho q dias já...) “falando” bobagens (ou não) que talvez não coubessem numa conversa ao vivo, ou pelo telefone (já pensou passar umas 4 ou 5 horas no telefone direto?). No ICQ, o nick era Dexter, de Dexter Holland, o vocalista do Offspring. O meu, o mesmo... Dias, meses, anos, ausências e presenças... E sempre e-mails de “apareça, dê notícias, não suma!” As fotos do Danilo demoraram um bom tempo pra chegar aqui, mas chegaram. Então, de fato a gente já tinha “se visto”. Tempos depois o nick muda, Maktuiu. Ano passado fui pra São Paulo, ver Belle and Sebastian e combinei de encontrar o Danilo, mas nem deu certo. Eu me atrasei e ainda perdi o nº do telefone dele. Desencontros... Vai ver não era a hora mesmo. E agora, dessa vez, já tava complicando de novo. Eu, que tô em Campinas, ia pra lá, mas não ia dar, então, ia ser o contrário. Mas aí, de repente, fui pra lá com meu pai. Ele ficou trabalhando e eu fui conhecer o Danilo. ~;) Muito fofo! Muito fácil de olhar e reconhecer, mesmo sem conhecer de verdade. Oww... Abraço de amigos de anos e uma conversa loooooonga, tipo um “chat live”. Muito bom! Uma coisa tão natural assim, que parece que acontece todo dia. Seria ótimo se fosse, mas por hora temos a segurança das nossas letrinhas chegando via internet... ~;)

Menina Joey 02:29


22.6.02

 
Joeyzinha #6 (fev-mar/2002)
Várias vezes eu me flagro com vontade de escrever um coisa e acabo escrevendo outra. Normal. Normal?? Na verdade não, o texto que eu acabou redigindo não flui espontaneamente. Ele vem como uma defesa para reprimir a tal vontade de fazer o outro. Sendo que este outro com certeza tem algum elemento que de alguma forma mexe muito com o meu lado emocional, ou racional, ou sei lá qual. Algo forte. Que não deve condizer com as minhas atitudes e pensamentos já manifestos. Meio latente. E, meu... Por mais clara que eu queira ser, acabo sendo difusa. Como agora. Cê tem a vã ilusão de que eu vou dizer sobre o que este texto se tratava inicialmente? Sempre tem a ver com aquelas incerteza, alguns sentimentos, emoções fortes, tabus, sobre a reciprocidade de certas coisas. Não vou explicitar. Vai que uma dessas coisas que me deixa insegura bate os olhos neste texto... Eu, hein...
Menina Joey 03:01

 
Joeyzinha #5 (set/2001)
Pois fale, diga. Eu aceito. A futilidade e as frivolidades fazem sim parte da minha vida. Não minto. Me preocupo com a aparência, meu estilo, linha roupa, meus cadernos e canetas. Chame como quiser: insegurança, bobagem, futilidade, etc. Eu assumo minha porção fresca que seca o cabelo de manhã antes de ir para a aula. E faço com gosto. É muito bom você olhar no espelho e gostar do que vê. O que nem sempre acontece. Posso ser fútil, vaidosa, fresca, frívola e ainda assim tenho estilo. Faço o que quero, quando quero e de acordo com os critérios que eu quero. Não é assim que pode e deve ser?
Menina Joey 02:53

 
Joeyzinha #5 9set/2001) Acordou serena. Ligou o som e ficou se olhando no espelho do banheiro. Acabou perdida em seus próprios olhos. Viu-se vagando pela noite anterior, como uma expectadora. Lembrava do momento em que puxou seu lelhor amigo e tascou-lhe um beijo, desrespeitando a presença da namorada do rapaz. Despertada a ira da namorada, correram, de mãos dadas, cortando o vento, sem rumo. Correram, e chegaram à beira da praia, entre beijos e abraços inconsequentes. Foram tomados por um tesão maior que a razão. E, depois de tudo, optaram por esquecer a moite e conservar a amizade. A amizade que é pura e sagrada e que, se assim continuar será eterna. Foi uma noite linda, única, rememorava enquanto deslizava o pente pelo cabelo. Ainda sentindo a noite passada, sentou-se na cama e repetia freneticamente, sem um pingo de arrependimento os versos da música que parecia tocar especialmente para ela: "... I'm easy like a sunday morning..." (Easy - performada por Faith No More)
Menina Joey 02:50

 
Joeyzinha #5 (set/2001)

Querer tudo ao mesmo tempo agora. Há uma ânsia por chegar "lá", seja lá onde for. Temos que chegar e logo. Tenho a estranha sensação de que o mundo não cabe nos meus braços. E não cabe!
Chega um momento na vida em que você vê gente como a gente fazendo filmes, músicas, livros, pesquisas. E nós? E eu? Bom, eu nada! E aí vem à cabeça: A idade é a mesma, e eles fizeram tanto. E eu aqui, nesse clima de "a gente somos inútil". Que sensação merda!
Nesse semestre então, farei o máximo de matérias e me engajarei. Em tudo que couber a minha filosofia de vida. E assim foi. Nem meia oportunidade me tem escapado. Não posso porém, deixar de sair com os amigos e nem curtir a família. Acabei concluindo que o dia precisa de mais algumas horas, tipo o Unibanco, umas 30, por mim tava ótimo! Mas, bom, vou me virando como posso com as 24 que tenho. Ou não!
Menina Joey 02:42

 
Meu, nem eu acredito... Eu tentei escrever um livro nas férias passadas. O que deu é esse texto aí, acho q tá embaixo... Dê risadas!
E meu zine continua, qdo a paciência me sobrar eu coloco os últimos muitos textos do zine aqui. Já tô quase no #10! ~;)
Menina Joey 02:26

 
É difícil quando a gente tenta escrever um livro e deixa a imaginação trabalhar em cima das primeiras tão pensadas idéias. Escolher os nomes dos personagens então... Pô, eles são parte de você. Saem de você e sei lá. Tem que pensar um bocado pra não colocar nomes de pessoas próximas e acabar denotando um sentimento não programado no romance. Claro que é sempre um romance, ainda mais quando é escrito por gente como eu, cheia de expectativas, fantasias, e (bah!) solteira há um bom tempo. Há uma força centrípeta (às vezes bate uma saudade das aulas de física) que leva a gente pro amor, e se não tiver vivido muitas frustrações, o final, deve ser feliz. Até porque é como se fosse o nosso final, quer dizer, o que a gente espera. O que gostaria que acontecesse. Quem sabe o livro não acaba ajudando, né? Se a gente entregar pra um pretendente, ou um pretendente a prentendente. Pode ser que ele capte a mensagem do livro. Mas é difícil. Tentei isso num fanzine, mas quem disse que o cego viu? Homem é meio devagar mesmo pra essas coisas. Se não é, se faz de. E muito bem. Depois do primeiro parágrafo já escrito, as idéias parecem que fogem um pouco do que a gente pretendia. Não faço a menor idéia se é isso mesmo que acontece com todos os grandes escritores, até porque, eu aqui não sou nem pequena, sou tipo, microscópica. Então, acredito que assim seja com pessoas que tentam escrever, e são tão , mas tão inexperiente que a leitura dos textos dessas criaturas se torna interessante. Será que alguém passa por essas sensações que eu passo agora? Que tipo de romance eu devo escrever? Existe um certa anti-tendência? Eu, pelo menos quero sempre fazer algo inovador, e que prenda os olhos das pessoas. Na verdade, sse prender o meu tempo, me divertir e me trouxer um pouco de felicidade, um momento bom quando chega no fim, já tá bom. E depois mostrar,primeiro pros amigos, e quando a gente cria coragem mostra pros professores e pra estranhos e se deixa julgar. Amigos te conhecem, sabem sua história, e entendem mais. Estranhos não. Eles julgam. Isso é legal, isso é uma bosta. E isso é legal. A pessoa nem precisa falar não, só a expressão na cara já te diz alguma coisa. Às vezes esse julgamento importa, às vezes não. Tem horas que você, quer dizer, eu, preciso escrever. Necessidade. Teve um dia. Foi mais ou menos assim: Eu tava na maior expectativa do mundo, ia ter uma festa no dia e era o ambiente propício pra rolar alguma coisa com o menino que eu vinha paquerando há um tempo relativamente grande, e ele vinha correspondendo nos últimos tempos, estávamos quase estreitando os laços, conversando, e Ramones, e Weezer, e All Star verde e tudo mais... bla bla bla. Fui pra tal festa crente que tava tudo em cima. Eu ia, ele ia. O que poderia dar errado? Cheguei lá super cedo, com dois amigos. Não tinha praticamente nada ainda. Esperei e muito até o dito chegar. Ah, sim. Pra criar uma certa coragem, tinha bebida de graça. Isso sempre vem bem a calhar, né? Será que o próposito é deixar as pessoas mais soltas e assim elas compram mais? Sei lá... Voltemos à festa: E ele chegou, com uma turma e tal. Conhecia todos da faculdade, tava superlegal, e bebidas e conversas e mais bla bla bla. A paquera lá pelas tantas começou a melhorar. Mas aí o efeito da bebida de graça já tava passando e eu, bom, eu perdi um pouco o jeito pra paquerar e dar aquelas encaradas básicas, sabe? Acho que é mal de quem namora muito tempo e se desilude depois. Na verdade, o fato de se desiludir depois acho q não tem influência nenhuma, mas quis dizer. E mãozinha na perna, carinhos, mãos dadas e tudo mais. Só que o mocinho estava fazendo a mesmíssima coisa com uma outra garota, o que me emputeceu muito. E estragou mesmo a noite. Pra piorar a minha situação ainda mais, um conhecido meu foi meio que se declarar pra mim. Não poderia ter momento mais impróprio pra isso. Talvez até desse certo com esse, que se declarou, mas ali, naquele momento, minha atenção estava todinha voltada pro outro, pro não-monogâmico. Com o ódio tomando um pouco conta do meu ser, desisti da competição. Se há dúvidas, então eu desejava que ele se explodisse, começando pela bexiga. Então, quando a chuva começou e ele ainda tentava algo comigo, enquanto eu tentava engatar uma conversa com um outro menino, sem intenção alguma. Até que por fim, desistiu. E eu já estava pra ir embora. Aliás, até acredito que se não tivesse visto essa cena, a noite não teria sido tomado por uma ira muito bem disfarçada. Lá estava ele, e ela. Abraçados, encostados na parede, se amassando. E eu, ahh!!! Ira!! Que merda! E ainda chovendo! Que merda! E fui me embora. Ah, sim... Só pra citar, esse dito menino, é o mesmo que recebeu um recadinho no fanzine, e oh, pasmem, não percebeu. E, chegando em casa, por volta das 5 da manhã, um pouco torta das bebidas que vieram depois do ódio, agarrei o meu caderno, uma caneta e pus-me a dissertar sobre o ódio que estava sentindo. Escrevi, escrevi, escrevi. Até que o ódio diminui. Não digo que passou, porque não passou. Até hoje sinto uma certa repulsa e uma vontade que tento reprimir de me vingar um tantinho dele. Espere e verá, mocinho... he he he

No fim das contas, estou aqui pensando. Posso escrever um livro mezzo a mezzo. Quase uma pizza. Meio ficção, meio realidade. A minha vida, ainda que um pouco fútil (sem grandes aventuras, só sentimentos adolescentes e coisas bobas, sem nenhuma influência pro mundo), é bem rica nessas bobagens. Acho que essas coisas prendem os olhos, não? Mesmo que eu e o que eu criar não sejamos famosos, é interessante saber dos conflitos internos e ah, também extermos de uma pós-adolescente que tenta e tenta escrever. Quero escrever um livro, pelo menos. Não querendo diminuir a emoção de se fazer um livro. É que em julho, começo de julho, eu e a Jú fomos pro Cine Ceará (acho meio desnecessário dizer, mas é o festival de cinema de Fortaleza), e no fim de todos a gente teve um sentimento conjunto de uma certa inutilidade e incapacidade. Isso surgiu com o curta de uns moleques de BH. Sabe, eram moleques, da minha idade e da dela e tinham um filme, muito legal. Muita computação gráfica, coisa bem típica da gente da nossa geração. Mas, pô, e a gente? Que diabos a gente fez de grande assim? E... Nada! Ahh... E aí bate aquela coisa meio Legião Urbana: “Vamos fazer um filme!” Mas a gente sabe que não é assim, sabe? Vamos fazer e sai fazendo. A gente não sabe nada de nada. É uma sensação merda. E agora me surgiu a idéia de que um livro pode de certa forma suprir essa minha necessidade de fazer algo pra posteridade, agora, enquanto jovem. Até porque (tenho muitos problemas com esses pq’s!!) quando “crescer” acredito que serei excelente no que farei e ficarão marcas pros que vierem depois. Só pra explicar, por enquanto prentendo ser publicitária, mas essa minha mania de escrever pode render um pouco mais, se eu me aprimorar, não? Quem sabe... Mas tenho mais expectativas. Terei sim um futuro brilhante. Pelo menos na minha cabeça, penso que meu futuro será brilhante. Tenho aquela coisa meio idiota de querer ganhar o mundo. E, hoje, com a idade que tenho e as músicas que ouço, o primeiro país será a antes rejeitada Inglaterra. É o que quero. A Inglaterra me parece completamente fascinante nesse momento da minha vida. Quero cultura alternativa e ouvir muito brit pop. E onde mais vou encontrar pop britânico. Oras, se é britânico, é lá mesmo! Atraente! Antes, quando tinha uns 16 anos e mais bobagens na cabeça, meu destino era a Austrália, primeiro por ser (ahhh – gritinho adolescente) o país do Silverchair (esse era o tempo em que o Daniel Johns não era subnutrido), e claro, o país de muito surfistas lindinhos, e por último, lá o número de homens por mulher é bem grandinho. Tem homem lindo, loiro e alto sobrando, entende? E o que mais uma bobona de 15/16 anos quer na vida? Ainda mais quando se está nessa fase de descobertas, de dançar Roxette coladinho, ficar com menininhos do colégio e tudo mais. Eu não tive isso. No começo foi rejeição mesmo, depois virou uma espécie de atitude: “Não fico com meninos do colégio e não suporto dançar música lenta – o que acabou me afetando até hoje, já que ainda tenho uma certa repulsa a dançar juntinho)”. Na Austrália eu me daria bem! Se bem que com uns 16 eu já comecei a ser mais notada, claro que por meninos mais velhos, experientes e inteligentes (assim penso eu até hoje, pra não me sentir mais rejeitada e tal). Mas, bom, quando eu consegui ficar com um menino que eu queria, que era tipo um alvo meu há tempos, foi ótimo. E ele que veio falar comigo, sabe? Uma sensação muito boa. Eu queria, sem me manifestar e recebo a notícia através da Sô, minha melhor amiga, que o Reginaldo tava a fim de mim. P6o, um surfista, loiro, olhos verdes, cabelo comprido lisinho, e claro, mais velhos, tava a fim de mim. Foi lindo. Me lembro muito. Eu, uma meninota, cheinha e tal. Ohh... Foi muito bom! Mas, agora a gente tá em cidades distantes e a realidade é outra, mas a saudade e a vontade ficam aqui, guardadinhas em algum canto, sei lá aonde, mas ficam. E é uma delícia ficar pensando nisso.

Pensando de novo na hipótese do livro. Na verdade, o que eu tenho em mente é colocar parte da minha história, momentos significantes e acrescentar expectativas, ou mesmo mudar um pouquinho o curso das coisas, como por exemplo, dar um final feliz à infeliz história do paquera da faculdade. As coisas como eu gostaria que fossem. Quilos a menos, sem aparelho nos dentes, cabelo mais comprido, menos Malhação e paixonites não correspondidas, sei lá, certos momentos mais cool. Me arrependo sim de algumas coisas e se pudesse eu voltava e mudava. Nem minto a respeito disso. É a maior bobagem dizer que não me arrependo de nada do que fiz e que na hora foi muito bom. Poxa, na hora foi sim bom, mas tem cada merda das grandes, viu? E o pior no fim das contas é que a minha mãe sempre sabia que não daria certo. Sempre sabe. É incrível. Nessas horas eu me pergunto se vou saber da vida da minha filha assim, ou do meu filho, né? Quem sabe o que o futuro me reserva. E isso me dá uma nova idéia. Fazer desse livro uma espécie de predição do meu futuro. Como eu quero que seja, como vai ser o meu “princípe encantado”, meu emprego e meus filhos, se bem que eu espero ter um só. E basta. Hoje em dia um filho é custoso demais. Mas, bom, meu futuro-esposo, no meu livro e na vida real, já que eu ando muito da exigente, não pode de jeito nenhum ser piegas. Odeio esse ultra-romatismo, no sentido não literário da coisa. Sabe, aquela coisa de “nosso amor ultrapassa os limites da vida”, essa coisa meio Romeu e Julieta. Acho lindo, mas não na minha vida. Quando fica assim demais eu fico logo com aquela carinha de tédio. Não que eu não seja romântica. Sou sim, mas moderadamente. Nada muito açucarado. Gostaria também de receber flores que não da minha mãe e mais telefonemas apaixonados, mas bom, acho que simplesmente não é bem essa a imagem que passo.

Hoje em dia me sinto um pouco caçadora. Diana. Esse pode ser um bom nome pra minha personagem meio eu, meio quem eu queria ser. Quando a gente passa uns 2 anos assim, sem namorar, depois de sair de 2 namoros super intensos (que coisa... eu tenho mesmo alguma coisa com esse número 2, viu? Aliás, nasci num dia 2, do mês 2!! Ohh...). Sinto muita falta, e cada ficada (e são poucas) geram um bocado de expectativas. Ou não. Me decepcionei muito com o último. Já sabia que não era lá essas coisas, mas futilidade extrema e romantismo nenhum também tiram o tesão de começar um relacionamento. Também estou quase desisitindo de procurar “o par ideal”, aquele tipo bonitão, bem no meu gosto, digo, fisicamente, sabe... Melhor mesmo ter ao lado um cara bem humorado, um pouco sarcástico, que goste de cinema, principalmente suspense, drama e comédias inteligentes-quase-britânicas, goste de música alternativa, grunge, brit pop, indie, que se vista bem, nem muito engomadinho, nem muito largado, que seja gentil, sutil, um pouco romântico, que tenha um bom futuro pela frente e que goste de mim. É pedir muito conciliar essas qualidades com o tipo físico que mais me atrai? Acho que é. Ou então estou procurando na cidade errada. E disso tenho quase certeza. Fortaleza não é pra mim. Campinas talvez. Vi pessoas fisicamente interessantes, dessas que a aparência parece dizer que são tudo que espero que sejam, psiquicamente falando. Será que me arranjo é aqui pelo interior de Sampa? Devo acrescentar que me interessei no sábado por um menino de Bauru, e não, ele não é bonito. Mas é quase-tudo que eu quero, ou preciso, sei lá. Mas é chato pensar em começar algo aqui e depois voltar pra Fortaleza ficar sonhando com alguém que tá longe. Tenho que achar é por lá. Procurarei mais. Desejem-se sorte. Talvez quando eu liberar esse texto já esteja com essa pessoa. Talvez ela esteja em Londres. Ia ser tudo na vida!! Nossa! Ahh... pensei agora. Morro de inveja toda vez que vejo a revista Quem (uma das seguidoras da Caras, que mostra a vida e o que mais puder dos famosos), a Júlia Petit e o Beto Lee. Ele me passa, pela aparência ser o tipo de cara que eu gostaria. E ela, ahh, ela é quase que um ideal do que eu quero ser, parece ser segura de si, é publicitária, não tá nem ligando pro que os outros pensam e outras coisas de mulheres modernas. Isso sem falar no estilão dos dois. Muito legal. Muito mesmo. E aí eu caio no pensamento: será que um dia eu serei alvo dessas revistas? Será que serei linda e segura de mim? Será? “Que será, será.”

Talvez com uma pausa como essa, de mais de umas 8 horas quebre um pouco a continuidade do livro, digo, pode ser que o que escrevo aqui não tenha relação nenhuma com o que escrevi no parágrafo passado, até pq me lembro vagamente de tudo que escrevi. Ontem, depois de escrever, escrever e escrever eu fui dar uma voltinha família no shopping Iguatemi aqui de Campinas (aliás, eles estão em toda parte, não? Iguatelixos por todos os lados, em tudo que eu vejo). Que coisa meiga, né? Papai e filhinhos tomando um lanche McDonald’s/Bob’s no Iguatemi. E viva o consumismo! Depois, voltando ao apartamento, com uma chuvinha fina linda, voltei-me a desenhar uma fada mangá sexy, desafio que venho me esmerando em conseguir, mas tá difícil, viu? Sim, pra quê, né? É que me pediram pra estampar acho que camisetas de uma banda de metal, mas eu disse que não sabia direito e nem me comprometi nem nada, mas a vontade de ultrapassar meus limites é muito grande.

Ontem ainda, enquanto eu desenhava, a seleção brasileira de futebol, aquela “melhor do mundo” e tal, levava 2 X 0 de Honduras (cara, Honduras!!) e era desclassificada da Copa América. Acabei me entretendo na Internet, enquanto o Galvão Bueno filosofava a respeito do fundo do poço. Instalei o ICQ aqui. Muito bom falar (metaforicamente, sim!! Daahn!!) com amigos velhos, novos e os intermediários. Ontem conversei com um amigo que conheci através de um desses sites de arrumar namorado e tal. E isso é uma longa história, mas me darei ao trabalho:

Tudo começou numa manhã do primeiro semestre de 2001, na aula de Comunicação Visual, o professor Marconi falava de design, e acabou por sugerir uma revista recém lançada: a TPM, dissertou sobre o nome e bla bla bla e tudo mais, logo, eu, uma aluna aplicada, fui ver qual era a da tal revista e comprei. Achei meio desconfortável pedir uma edição de TPM pro jornaleiro, tentei Trip Para Mulher, mas ele não entendeu e arrisquei: TPM. Ele deu uma risadinha, como quem saca o meu drama, e me pega uma edição da revista, com uma menina na banheira na capa. Cheguei em casa e folheei muito cuidadosamente a revista, e a cada página, achava o máximo! Até que surge na minha cara uma propaganda desse site, o eutofacinho, que é uma compilação dessa revista, com a Trip e a Close Up, se não me engano, e tudo bem, internética que só eu, lá fui eu, movida por uma enorme curiosidade. Encontrei um site muito bacana, com um design bacana e pessoas até interessantes. A proposta era legal e tal, mas só dei uma olhada, até me interessei por um mocinho lá exposto, mas nada. Passados alguns dias, resolvi “passar uma cantada”no moço, aquelas do tipo, “eu sei que você nem vai responder, mas eu sou uma pobre coitada e tentarei mesmo assim”, funcionou. Depois de algumas semanas de conversa por e-mail ele me sugeriu: pq você não se inscreve lá no site? E eu toda: “ahh, eu não sou muito cantável e nem, bahh!!” No fim das contas, acabei me inscrevendo sim, ligaram em casa pra confirmar e tal e eu não tava, aí mandei um e-mail todo imperativo “me ponham no ar” e lá fiquei. Até que recebi um bocado de cantadas, umas legais, outras fúteis, outras sacanas. Respondi as legais, enquanto tive paciência, depois de um certo tempo você não tem mais muito saco pra responder, a não ser que o e-mail inicial do cara seja muito bom. Mas, pois bem, esse meu amigo, do ICQ ontem, me escreveu. E a gente ficou se correspondendo por e-mail muito tempo, digo, alguns meses, uns 2 acho eu... E depois descobri que ele tinha ICQ e também passava algumas horinhas por dia se dedicando à Internet, e a partir daí começamos a coversar em tempo real. E foi bem legal também. E agora, estou em Campinas e ele vem me visitar e a gente vai se conhecer pessoalmente. Um grande passo para uma amizade virtual, ou consolida ou põe a perder. Não que eu seja tipo fútil e tal, que se o cara não for lindo e maravilhoso eu não falo mais. Mas é que algumas vezes o diálogo não flui como deveria ser, a gente fica meio travado, às vezes, depois disso melhora, às vezes não. E quando não é que a gente vê que a amizade não dá pé. Pessoas muito diferentes ou demoram pra ficar amigas ou não ficam, pq não tem muito do que conversar a não ser frustrações amorosas (taí um assunto que rende). Uma das coisas cruciais pra mim é o gosto musical. Respeito sim gostos diferentes do meu, mas poxa, prefiro bater um papo com quem gosta de Pixies, Weezer, Sonic Youth e Depeche Mode. Ontem ainda tentei dialogar com uma moça de nick Velvet. Achei muito legal o nick, me lembrou daquele filme “Velvet Goldmine”, e pensei: “ahh!!! Que massa! Uma mocinha com gostos parecidos com os meus!!” Digo, pq é raro isso. Mas me enganei. Ela era Velvet pq o namorado disse que era “suave como veludo”, o que não deixa de ser bonitinho, mas poxa, ela é toda pop e tal, aí fiquei meia assim, sabe... E a conversa foi dando uma esfriada. Ahh, ela eu encontrei nas White Pages do ICQ, procurando gente de Campinas. Resolvi dar uma passeada na ala masculina. Encontrei um mocinho de nick Profit, achei lá nos details dele que ele gostava de um som 80’s. Aí pronto foi um : “tá disponível pra conversar?” e pronto. Me arranjei uma nova amizade! Acho que vou conhecê-lo hoje ainda, talvez iremos ao cinema ver Tomb Raider. Sei que não foi a melhor escolha de filme, mas tinha quer ser no Iguatemi, pq chegar lá pra mim já vai ser um sufoco. E a gente precisa conhecer um filme pra poder falar mal dele. Não espero nada de espetacular desse filme não. Mas, gostei muito do papo com o Profit ontem, a gente ficou até às 3 da manhã. Ele lê, cara! Achei cool! E ainda temos algumas leituras desejadas em comum, tipo “Alta Fidelidade – Nick Hornby” e “Alice no País das Maravilhas – Lewis Carroll”. Mas tá muito foda encontrar esses livros. Se eu der sorte me dou bem em São Paulo.

PAUSA PRO ALMOÇO – lasanha de frango. Huuuuummmmm!!!

Ahh... nada como estar saciada! Agora sim. Hoje de manhã, pulei da cama às nove e fui andar aqui nos arredores. Achei um sebo!! Adoro sebos! É barato e usado, tem aquele cheiro básico de livro velho e vários ácaros. Acabei comprando um cd do Depeche Mode, o meu primeiro deles na verdade. Procurei meus livros e cd’s de Sonic Youth e nada. Ahh, mas devo dizer o quão alegre fiquei ao notar que tocava Pixies lá. Que perfeito! Pixies é muito tudo! Agora tô aqui escrevendo e ouvindo meu cdzinho novo! Ueba! É muito bom, não? Pô, desculpa... mas assim, depois do almoço dá uma lerdeza. Penso que talvez deva fumar um cigarro. Ah, sim, eu fumo. Acho que começo a me viciar um pouco. Mas, se eu gosto, acho q tenho que fumar sim, sei dos males, e se eu tô a fim de fazer, vou deixar de fazer pq talvez, daqui a 5 zilhões de anos eu posso morrer de câncer? Se morrer, foi sim burrice, mas eu gostei, foi bem morrido, bem vivido, vou ter fumado e ficado feliz. Besteira ficar se privando. Gosto de fumar. Já tive vários episódios curiosos com cigarros. Que meus pais não me ouçam. Que puxa! Eu nem sou super saudável! Que triste! Mas, seguindo as palavras deles: “Quando você puder comprar seu próprio cigarro, fume.” Na minha versão, quando eu puder comprar meu próprio cigarro eu aviso que fumo. Pode parecer meio sacanagem... Mas meus pais são aquele tipo pseudo-liberais. Não são repressores não. Mas se fazem dee liberais no verbal apenas, o que é... Ahh! Que puxa!

Me lembrei agora, lá na minha visita ao sebo, vi a seção de biografias e logo pensei que se eu continuar escrevendo assim, meu livro pode acabar indo parar naquela seção. “O Diário de Joeyzinha”. Que droga! Não era bem isso que eu queria e por isso mesmo decidi que esse não vai ser o livro que eu estou por escrever. Eu ainda vou escrever, mas não vai ser assim. Não vai ser euzinha não. Vou criar. Talvez seja meu ego ideal, talvez não. Uma projeção talvez. Talvez eu nem escreva esse livro não e talvez seja hora de encerrar essa minha frustradíssima tentativa de livro. E o cd diz let yourself go... Então, baby, let... hehehe

Fim!

Menina Joey 02:23


23.5.02

 
I'll be back!!
Menina Joey 17:31


13.7.01

 
Uh-uh... Quando a gente olha com saudosismo pra uma cena que está acontecendo exatamente agora quer dizer que a gente está ficando velhor e sente falta do tempo em que as conversas eram exatamente como a prosa dos nossos amigos. Ou não? Poxa, agora me senti jurássica, como se eu não pudesse discutir a eficácia do leite de rosas. Que merda! (Ops.. desculpa o "merda")
Menina Joey 09:49

 
São várias as sensações que me ocorrem. Às vezes é bom ter papel (ainda que seja aquele flyer que acabaram de te entregar)e caneta, para então poder registrar tão únicos momentos. Certas horas, a gente se vê só, ainda que esteja acompanahda, e. por mais clichê que isso soe, é verdade. E o mundo pode estar efetivamente girando que isso não me afeta. Essa sensação especificamente é boa. Ou não. A vida é tão talvez que nem sei...

*** Relfexões joeyanas durante uma noite frustrante, em que estava tudo combinado pra ver Blues Etílicos, mas aquele velho problema ($$) nos afetou. E, cá estou eu, no ensaio da 2FUZZ e, be, se este ensaio me proporcionou tais sensações, que dirá o show...

(11/07/01)
Menina Joey 09:47


12.7.01

 
Sobre o bolo

Ontem à noite fiz um bolo e saí. Voltei quatro da manhã e o bolo estava superpovoado de formigas, porém, intacto (de mãos humanas, digo). É uma receita fodona, vinda da minha adolescência, diretamente do caderninho de culinária da mãe da Polyana, minha amiga de colégio (veja bem, colégio!!!). Pois cheguei, o bolo em cima da pia, do jeitinho que a relapsa cozinheira o abandonou. A larica tava grande demais pra curtir um simples bolinho de chocolate de 6 ovos, e que por erro estava apenas com 5. Devorei um miojão, daqueles que a gente bota requeijão e 2 fatias de mussarela. Sabor tomate, o da Mônica.

Hoje então era preciso estreiar o delicioso bolo de 5 ovos. Meu irmão foi o primeiro: "Tá bom?", disse eu. "Mais ou menos. Tá grudando." (Essa foi umas das melhores respostas aos meus últimos bolos... eles andaram solando, mas a culpa não foi minha). Ah, sim, pra afastar as amigas de 6 patinhas do bolo, ele foi dar um "rolê" basiquíssimo na geladeira. Logo em seguida, eu e a drica comemos peadcinhos e aprovamos. Estava realmente bom.

Fui ver Shrek, voltei. Nem lembrei do bolo. Fiquei vendo tv, e vi o quanto o mundo é "wrenl". O 1° lugar do Disk MTV era KLB. Interessante, não. Ahh... o 2° era Sandy e Junior e nesse clip eles são punks. "Uhuu doido!!" Saí, vi pessoas, psicodrama, dramatizar, pular, esbarrar, lotação, robertinha, tia, férias... projeto 2a. Depois, hora de voltar às férias. 3 chopps de vinho, básicos. E, ohh... tava tendo ensaio da 2fuzz. Muito obrigada Iuri e Nauami (desculpa escrever seu nome assim, é a força do hábito, Naun). Foi massa... Fui e voltei umas 3 ou 4 vezes. E dá-lhe Roadhouse Blues, hein? A Milena que o diga... Se divertiu, hein, bonequeira! (risos). Acabei ficando no ensaio até o fim dos dias. Voltei com o Jorge (obrigada pela carona). E espero que todos vocês se explodam começando pela bexiga, já que nem vão ver Blues Etílicos no Alforria amanhã. Eu vou. Vou e vou. Bleh...

Cheguei em casa. Tirei meu irmão do computador e dirigi-me à geladeira. Abri a porta, a luz se acendeu e eu dirigi meu olhar para meu bolo..E, ohh... Ele foi comido. Sobrou o equivalente a 2 pedaços. Trouxe os 2 pedacinhos para o escritório, onde estou a escrever este texto, com uma enorme tendência a trocar as letras (não sei se é o chopp de vinho, o sono ou a pressa, ou os 3 juntos...). E, sentada aqui, com uma caneca de água logo à frente, e o bolo bem do meu lado comecei a degustação. Foi-se o 1° pedaço. Hummm... Tudo na vida! Antes de comer o último lancei tal pergunta no #rockscene: "qdo a gente come o último pedaço de bolo tem q fazer pedido ou isso só quer dizer que eu não vou casar?" e adivinhoe... ninguém respondeu. Bando de gente "puuuffft". Perguntei o mesmo no punk e obtive uma resposta: "quer dizer q vc é grossa." Não entendi muito o pq, mas enfim, comi o pedaço e desejei mesmo que, naquele momento todos se explodissem, e começando pela bexiga (antes q perguntem pq a bexiga, eu digo. Deve doer muito!!). Sim, quando estou saboreando meu pedaço de bolo, por algum misterioso motivo a cobertura de brigadeiro dele descola e cai no chão. Nesses momentos, pra quê pensar duas vezes? Resgatei o pedaço e mastiguei-o, mesmo que um pouco empoeirado. Nimguém viu mesmo. Mas agora que eu contei, todo mundo já sabe.
Menina Joey 04:24


1.7.01

 
Descobri enfim que Alice talvez seja uma farsa. Minha cabeça vinha me enganando há vários anos. E tudo que me lembrava de Alice no País das Maravilhas era que a Alice era o máximo, conhecia altas coisas, altas viagens, desbravava novos horizontes e etc e tal. De repente, quando resolvo re-assistir as aventuras da menina Alice... Me frustrei. Ô! A Alice é astuta, oh, sim... sim, sim! E curiosa, muito curiosa. Aliás a curiosidade é que faz tudo se desenvolver, naquele mundo só dela. Ela chora, sente medo, erra na hora de comer os cogumelos que aumentam e diminuem o tamanho, dá um xingão na rainha e depois foge... E torce para que tudo realmente não passe de um sonho. E eu lá quero que minha filha tenha esses traços de personalidade? Vá lá... Esse filme tem outras personagens bem interessantes, como o Chapeleiro Louco e a Lebre Maluca... Interessantes! "Um bom desaniversário! Pra mim? Sim, sim!" E claro, como não podia deixar de ser, Alice não gostou deles e ainda se deixou ludibriar pelo Mestre Gato, que soube zoar com a cara dela divinamente bem. Oh, grande Mestre Gato!! "Cortem-lhe a cabeça!" Mas enfim, Alice tem seus prós também. Deve ter. Tem uma imaginação de ouro! E sem o uso de aditivos... Se é que me entendem... Muita gente gostaria de ter uma viagem que fosse ao menos metade da lombra da garota. E pensar que tudo começou com a lição de história... tsc, tsc... Ah, sim, Alice tem também a fala super rebuscada pros dias de hoje, o que a torna bem interessante também. E, no fim das contas, minha filha será sim Alice. E não terá, (por favor não) o nariz do mesmo jeito que desenharam aquele da pobre Alice!!
Menina Joey 22:48


27.6.01

 
Várias vezes eu me pego cantando uma música que nem sei o nome, E acho que isso deve acontecer com um bocado de gente. O legal é que essas músicas sem nome sempre tem um fundo emotivo, toda uma trama por trás, um momento especial ou ainda mesmo só a mensagem da música. Hoje descobri o nome de uma dessas músicas tão significativas. Chama-se POR ENQUANTO, e quem canta é Cassia Eller. Pelo menos na versão que me tocou. O engraçado foi onde eu descobri o nome: em um cd, desses promocionais que tem um de mpb, um de pagode, um de rock e por aí vai... da Boticário, se não me engano. Você compra não sei quantos reais em produtos, paga mais um pouco e leva o cd. Minha mãe levou, pro meu pai, e eu remexendo as coisas dos dois encontrei um cd, com a capa rosada escrito mpb, e num estado de espírito zen, dediquei-me a ouvir o dito cd. Começou com "Se eu não te amasse tanto assim", Ivete Sangalo. Até q uns fowards depois, chego na 8, e lá estava "...se lembra qdo a gente chegou um dia a acreditar que tudo era pra sempre...". Frases que me marcaram em vários momentos não muito nítidos da minha vida. Nítido mesmo, só o último. No dia que fui ao cine ver "Quase Famosos", chorei, ri, e saí de lá maravilhada, fui entrevistada por 2 estudantes de publicidade e fui pra minha faculdade de publicidade assistir uma palestra maravilhosa da moça de mídia da Almap BBDO, saindo de lá, com a lua enorme, fui pro luau do pessoal de psicologia da unifor, e foi lá, em frente à Biruta que tocava o Acústico da Cassia Eller. Essa música, enquanto eu, com minha saia da C&A, minha blusa vermelha, meu casaquinho velho e meus coturnos... eu balançava os pés no ar e cantava junto... Olhando a lua. Foi um momento mágico e significante. E só meu.
Menina Joey 00:47


21.6.01

 
Amarelo

E a gente dá de cara com quem não esperava ver nem pintada de ouro. A rival. E ela? Nem sabe de todo o ódio que você (eu?) nutre por (por??!! contra!!!) ela. Vem, sorri. Extremamente simpática (Vacaaa!!!). Dê-lhe aquele risinho amarelo inevitável nesse tipo de situação. Sempre. Visualize o idiota que causou isso tudo. Odeie ele mais que tudo. Faça amizade com ela e juntas destruam o inimigo!!! eheheh
Menina Joey 00:01


20.6.01

 
Besteiras

Às vezes a gente escreve besteiras. Eu escrevo. Aliás, nem é às vezes. É constante!! Sinto coisas fortes, me entorpeço, ou os dois (ou um leva ao outro?) ao mesmo tempo...

Aí a gente pega os textos de antigamente, vale até aqueles das agendas (agendas... só pra não chamar de diário!! heheeh), e começa a rir. Banal. Às vezes serve mesmo aquele da semana passada, ou o de ontem à noite. Mas esses textos não foram tempo perdido. Essas bobagens fizeram parte da vida, e naquele momento eram super importantes, cruciais, quem sabe... E agora? ppfffff!!!!

Você é suas bobagens e suas bobagens são você!! Você e sua letra, você e a máquina de escrever, e o computador. Você e você.

Escrever bobagens faz parte. Até porque (que droga! nunca sei usar esses porquês) muitos de nossos maiores conflitos resultam de ou resultam em bobagens ou mesmo, são uma grande bobagem!!

A gente se descobre a cada minuto, a cada besteira no papel. Viva a bobagem!! E viva o papel!!!
Menina Joey 23:58

 
Amigas

Hoje, numa dessas revoltantes e incessantes noites de insônia (sempre quando tenho que acordar cedo!!), e já instigada a pensar a respeito por um e-mail choroso-chorante de uma "amiga", caí nas amizades. Bum. De pára-quedas. Aí me veio: Easy come, easy go.

Penso em todas as minhas melhores amigas através do tempo. E, nomes vêm: Lídia, Mariana, Priscila, Carol, Veridiana, Xanda, Regina, Soraya, Luciana, Ludmila, Evelise, Jovanka... E agora? Por onde anda parte dessas moças que deixaram de fazer parte da minha vidinha? Easy come, easy go...

Confidências trocadas e estocadas bem no fundo da memória, até porque não pode contar pra ninguém: é segredo. Turmas criadas, imaginação fértil, horas ao telefone, conversas sob o sol, na saída da escola, bricas bobas, jogar detetive, esperar o tempo abrir pra sair à noite, ver tv e comer bobagens falando besteiras, paquerar... Easy come, easy go. E o saudosismo fica.

OBS.: AmigOs são um capítulo à parte...
Menina Joey 23:51

 
My Pixies History

Acho engraçado isso. Se a gente não for atrás de novidades a gente não acha mesmo. Não cai do céu (de vez em quando cai, mas vai ficar esperando?). Pixies é uma banda muito boa que por muito tempo não chegou aos meus ouvidos. Só depois da globalizante Internet. Acabei deixando minha fase “só-ouço-nirvana” e começando uma nova era de música alternativa. Isso foi muito bom. Como eu nunca soube dessa banda? Agora sei, e estou feliz. O mundo é mais , muito mais feliz com Pixies!! Quer dizer, foi... Ah, é ainda! ~;)
Menina Joey 23:45

 
ALICE

É foda quando a gente se descobre. E, - que droga! - eu não sou a Alice. Eu não sou a Alice. Definitivamente não.

A Alice vive cercada de fantasia, cartas que falam, gatos que indicam o caminho, o que fazer. Eu só vejo mesmo pessoas que falam. E às vezes um “não-falar” fala mais.

Mas não. Não e não. Eu não sou a Alice. Eu não vivo no país das maravilhas. Eu me frustro, fico triste, me surpreendo. Mas eu queria tomar um chá, com algum louco... Mas um chá especial. Pastilhas pra encolher, pra crescer...

Perder oportunidades. Isso não é coisa de Alice. O nome da minha filha vai ser Alice. Ela será Alice. Mesmo que só no nome. Já é um começo. Alice, Alice, Alice, Alice!!!
Menina Joey 23:44


19.6.01

 
Prego

Não é simplesmente detestável? Eles passam rápido, dão uma olhadinha, balançam a cabeça negativamente e se vão com aquele ar de desaprovação, xingando ou resmungando alguma bobagem.
E você continua lá, confortável e quentinho dentro do seu carro parado como uma múmia. Carros podem ser umas merdas, às vezes. O meu é uma. Hoje.
A chuva cai forte, mesmo não sendo mais seu tempo ela cai. Forte. E meu carro ocupa metade da rua. E não quer pegar de jeito nenhum. A chuva fica ainda mais forte. Que merda maior. Ahhhh!!
Cadê o amigo do socorro que não chega? E meu tempo perdido, se esvaindo pela droga da “falta de bateria” apontada pelo painel. Mas as luzinhas se acendem e REM ainda toca no som. Como pode ser a bateria?
E a droga da nota que a professora daria hoje? Perdi. A chuva aumenta e sinto que formou-se uma poça. Assim, quando eles passam, podem descontar toda sua ira jogando 20 litros de água suja-imunda sobre o meu carro, não menos sujo.
Cadê o homem? E por quê eu? Que merda!!
Menina Joey 06:52


18.6.01

 
A TV


De repente era mesmo. E ela estava lá, perplexa, olhando a tela azul. Azul, bem azulzinha. E agora? Se a TV a cabo não está funcionando, como minha vida funcionará? Que droga! Que vida! Deus quer me castigar!

Será que pode um ser ficar tão dependente de um aparelho? Pode? Bom, de manhã tem aula, chega na hora do almoço, almoça, cochila e começa a maratona: Supernova, Sailor Moon, Sakura Card Captors, Party Of Five, Disk MTV, Mad About You, Friends, Third Rock From the Sun... Poxa, que vida? É assim? É? Se é, desculpe, você não vive, darling... Não mesmo.

TV é cultura, é entretenimento. É sim. E digo de novo: TV é cultura e entretenimento e ainda conhecimento. Mas na medida certa, e no canal certo e na hora certa. E nesse ponto que a probabilidade de assistirmos um bom programa cai, e cai muito. Mora o perigo. Ao lado? Não, à frente! Cuidado!

A vida oferece tantas outras possibilidades, outras pessoas que não famosas, mas muito mais interessantes, palpáveis, e ali, bem do lado da gente, sem aquela moldura quadrada preta, ou branca... Sempre tem. A tela curvada... É preciso? Não! Por Deus! Não! Viva, saia, dance, converse, faça amigos, chore, vá ao cinema, pule, estude, mate aula, coma, beba, abrace, beije, veja o pôr do sol, faça um luau, escreva um texto, faça um diário, brinque com o cachorro e assista TV também. Mas não só... Faça! Aconteça!

Menina Joey 23:53

 
Sempre


E se o escolhido não fosse você? E se? E?
Infinitas possibilidades. São tantas as pessoas que transitam rua acima e rua abaixo... Por que tinha de ser você? Quem disse que é? Tanta convicção na sua voz. Eu ainda desconfio.

Quando você chegou anunciando aos quatro cantos assim, se gabando. Como se fosse mesmo uma vitória na vida. Representa tanto assim para você. Para mim, não. Acho que é apenas parte. E depois, pode acabar a qualquer momento. E de várias maneira. Não concorda?

Faça da sua vida tudo antes de fazer isso... Será que você vai seguir o caminho certo se for você o escolhido? Não estou dizendo que você é, mas se você diz, talvez seja. Você não é mentiroso. É? Se é, então acho que não é você. Você é?

Eu escolhi? Como? Você não sabe de nada. Quem te contou? Mas é mentira. É mentira. Eu jamais disse isso à ela. Que mentirosa. Vou falar com ela. Ela não tinha o direito. Era minha escolha. Eu deveria ter dito. È. Realmente é verdade. Você é o escolhido, mas não deveria. Não se comporte assim. Sente! Ai, será que eu tenho certeza mesmo? Não! Não fique triste! É sim! Eu tenho certeza!! É você sim. Cada vez que me encontro dentro dos seus lindos olhos verdes tenho mais certeza de que é. E vai ser sempre. Sempre. Sempre.


Menina Joey 23:53

 
%$#@**!!

A gente pensa que gosta, e vai pensando com tanto gosto que acaba gostando mesmo e aí, quando vê não dá mais pé... E o tombo sempre é feio e dói. Machuca mesmo.

E o pior de tudo é que o outro às vezes (atenção, eu disse às vezes) nem percebe (preciso de outro parêntese pra dizer que agora estou ouvindo Beautiful One – Suede). O que acaba machucando mais ainda, jogando a gente mais pra baixo. A gente pensa que investiu pesado, que estava tendo uma certa troca de olhares e tudo mais e quando se dá conta: ele se foi... E aí você: #@%**!!!!

Nessas horas um ombro amigo e quentinho é a melhor solução. Não, não... a gente pode acabar caindo em tentação. Uma amiga que esteja sofrendo do mesmo mal é mais confiável, e as trocas de confidências sobre os dois %$#@ pode ser muito proveitosa, a gente aprende mais coisas que as pessoas às vezes não merecem que façamos por elas.

E assim, acabou tudo que não tinha começado ainda.

Menina Joey 23:52

 
Insônia

Sempre chegam. E nas horas impróprias. Tá lá a gente, tentando dormir, com uma (desculpe) puta gripe, e a amiga insônia chega. De mansinho, claro. Não quer assustar. A gente chega a bocejar até uma ou duas vezes, se troca, coloca o pijaminha mais confortável do mundo, bebe um leitinho quente e se aconchega na caminha, agarrada ao travesseiro.

A briga começa: rola pra um lado, e rola pro outro (e isso não é sexo) e nada! Os bocejos antes repetidos, agora nem aparecem mais. Você está cansada e tudo mais. Teve um fim de semana daqueles maravilhosos, mas que te deixam naquele estado básico de detonação. E o sono nada. Nada. Então você começa a concluir: pode ser fome. Faz tempo que não como nada. E sai pra cozinha, em disparada, se depara com algo na geladeira, devora bravamente e volta pra cama. Humm... e vem a sede. Levanta, calça os chinelinhos e vai beber um copo de água. Se deita de novo e, ihhh... Claro! Depois disso tudo, vem o xixizinho básico... Lá vai você rumo ao banheiro. Tudo OK. Descarga, lava as mãos, aproveita pra escovar os dentes, pq tinha esquecido e volta lá pra cama.

O rola-rola recomeça. E nisso, vários pensamentos, dos mais esdrúxulos passam pela sua cabeça. Desde aquele seu amigo da Internet que mora longe até uma idéia pra um texto legal, ou sobre como foi a rave do fim de semana, quem estava a fim de você, seus pais, e você decide se levantar, pq não tem mais jeito. E aí, liga o computador e tá aqui. Amanhã vai ser foda. Amanhã vai ser foda... ehhehe

Menina Joey 23:52

joeyzinha@bol.com.br
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